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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Cientistas afirmam que podem haver mais de 100 milhões de planetas com vida complexa.

Uma infinidade de mundos! Um novo estudo sugere que a Via Láctea pode hospedar 100 milhões de planetas com vida complexa, não faltando escolhas para os astrônomos procurarem organismos fora da Terra. O desafio é, no entanto, que esses mundos podem estar muito longe de nós.





“Por um lado, parece altamente improvável que estamos sozinhos”, afirmou Louis Irwin, principal autor do estudo e professor emérito da Universidade do Texas em El Paso. “Por outro lado, é provável que estejamos tão longe da vida no nosso nível de complexidade, que uma reunião com tais formas alienígenas seria extremamente improvável num futuro próximo.”

O estudo se fixou em uma lista de mais de 1.000 exoplanetas tendo sua densidade, temperatura, química, idade e distância da estrela-mãe analisada metricamente. A partir daí, a equipe de Irwin formulou um “Índice de Complexidade Biológica” (ICB) que varia entre 0 e 1,0. O índice é avaliado em “número e grau de características consideradas importantes para apoiar múltiplas formas de vida multicelular”, afirmou a equipe de pesquisa.

Supondo-se que Europa (uma lua de Júpiter que acredita-se ter um oceano abaixo de sua superfície de gelo) seja um bom candidato para a vida, a equipe estimou que 1% a 2% dos exoplanetas teriam um ICB ainda maior. Então, para traduzir isso em algumas estimativas: 10 bilhões de estrelas na Via Láctea com média de um planeta por estrela, o que nos leva a 100 milhões de planetas, no mínimo.

Então, o que significa esta métrica? Claro, não há nenhuma garantia de que a vida complexa existe em qualquer um desses lugares – só que as condições poderiam ser favoráveis à vida. Além disso, os pesquisadores explicaram que não quer dizer que qualquer vida nesta categoria seja vida inteligente, mas que a vida pode ser mais complexa do que um micróbio. E os planetas conhecidos com maiores ICB’s tendem a estar mais distantes de nós (um dos mais próximos é o sistema de Gliese 581, que fica a 20 anos-luz de distância).

Fonte: Climatologia