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sábado, 4 de fevereiro de 2017

Vem aí: mais um produto made in China.

Há 2 mil anos, o chinês Tsai Lun fez uma mistura umedecida com cânhamo, casca de amoreira, trapos de roupa e outros itens com fibras vegetais.
A pasta, peneirada e seca, deu origem ao papel que conhecemos hoje.
Não satisfeitos, cientistas chineses resolveram aprimorar a invenção. Uma equipe de pesquisa do Instituto de Cerâmica de Xangai desenvolveu o que acreditam ser o primeiro papel resistente ao fogo e à prova de água do mundo.


Sabe quando você derruba uma bebida em cima de documentos e se desespera por ter destruído tudo? Isso não vai ser mais um problema.
Essa nova papel não mancha - uma vez que ele não absorve pigmentos de líquidos como chá ou café. Vale também um aviso: se quiser escrever algo confidencial (que, eventualmente, precise ser queimado), não use esse papel.
Ele suporta um calor de até 200 °C. O arquivo ficou empoeirado? É só limpar com pano molhado.

Segundo o professor Zhu Yingue, um dos líderes do estudo, o processo de limpeza não compromete o conteúdo e não mancha o que está escrito nele. Para tornar o papel mais resistente, os pesquisadores mudaram a sua composição. No lugar das fibras vegetais, foram utilizados nanofios de hidroxiapatita- cálcio encontrado em ossos e dentes.

O projeto do " super papel " está em desenvolvimento desde 2008 e, neste ano, deve entrar na fase da patente. A ideia é que essa nova tecnologia esteja disponível no mercado nos próximos três anos. A boa notícia é que, apesar de parecer " high - tech ", o custo de produção não deve ser muito mais alto do que a do papel comum e o preço final pode ser até reduzido se o #produto for fabricado em massa.

Agora, é esperar para ver esse novo negócio da China.